São Paulo, 09 (AE) - Na entrevista concedida à Rádio Eldorado, o ex-ministro das Comunicações e membro da executiva do PSDB, Luiz Carlos Mendonça de Barros, afirmou ainda que é preciso reformar o sistema político, baseado, em sua opinião, numa estrutura partidária fragmentária. "Cada parlamentar está no Congresso como se estivesse num ônibus", afirmou. O ex-ministro disse que o apoio do Congresso ao presidente no primeiro mandato foi circunstancial devido ao apoio popular recebido pelo presidente e que, a agora, o presidente não está tendo este apoio por causa de sua queda de popularidade.
Quanto às reformas, disse que elas não estão sendo feitas porque mexem com privilégios e voltou a afirmar que o Congresso não tem disciplina para levar à frente as reformas. Citou o caso da idade mínima da Previdência, que ele acha "importante fazer" mas sofre resistências porque mexe com direitos adquiridos. O ex-ministro voltou a comentar também o "escandalo do grampo". Lamentou que a tecnologia tenha baixado o preço de equipamentos, fazendo com que os grampos se tornem muito fáceis de serem realizados. Chamou os grampeadores de "bandidos" e atribuiu o escândalo a uma "guerra de informações".
LC Barros também comentou os problemas na estréia do novo DDD. Afirmou que faltou "respeito do governo com relação ao consumidor", mas disse que está tranquilo com relação ao processo de privatização das telecomunicações e que o serviço deve melhorar a partir do ano que vem com a entrada em funcionamento das empresas-espelho.

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