Barrichello acha que levou sorte a Guga
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domingo, 27 de junho de 1999
Por Chiquinho Leite Moreira 
Londres, 28 (AE) - A chuva não apagou o ânimo da torcida brasileira em Wimbledon, que deu um clima de futebol ao aristocrático All England Club. Até mesmo o piloto Rubens Barrichello, depois de correr no GP da França, correu para Londres para ver a vitória de Gustavo Kuerten diante do suíço Lorenzo Manta. "Acho que trouxe sorte", contentou-se Barrichello. "É a primeira vez que venho a Wimbledon e esta foi uma forma de retribuir à torcida de Guga durante a corrida, na França." Ao lado da mulher Silvana, Rubinho gostou do jogo e da homenagem que recebeu da torcida brasileira, assim que apareceu na quadra 18. Foi recebido por coros de incentivo, muitos pedidos de autógrafos, como um prêmio ao seu bom desempenho na França, uma corrida que, certamente, ficará em sua memória por muito tempo.
"Foi a primeira vez que tive realmente chance de vencer, sem esperar que os outros carros caíssem fora", contou Barrichello. "Foram tantas emocões que, intimamente, posso dizer que valeu como uma vitória."
Na arquibancada - A festa de Gustavo Kuerten pela classificação para as quartas-de-final de Wimbledon começou nas arquibancadas. Até agora, o tenista brasileiro não mereceu a devida atenção dos organizadores do torneio. Com exceção da partida de estréia, quando enfrentou um tenista inglês, seus jogos não se realizaram nas principais quadras. E, hoje, este aparente descaso com o brasileiro, acabou premiando a torcida.
Afinal, em um lugar de ingressos mais baratos, com arquibancadas sem lugar reservado, os torcedores puderam incentivar Kuerten em mais uma vitória. É curioso que até mesmo a imprensa não vem dando destaque para o brasileiro. Suas vitórias não ganham manchetes. A tradicional entrevista coletiva após o jogo, que em Roland Garros costumava lotar a sala, em Wimbledon quase só conta com jornalistas brasileiros e outros poucos interessados, como os franceses, que serão os adversários do Brasil, na Copa Davis de Tênis.
O clima, por um lado, parece estar favorecendo Gustavo Kuerten e seu treinador Larri Passos. Os dois andam descontraídos, caminham tranquilamente de um lado para o outro, muitas vezes, vão a pé para a casa alugada próxima ao All England Club e não sentem a pressão que tinham em Paris.
A chuva chegou - Depois de uma semana de sol forte e dias lindos, a chuva apareceu, como sempre irritante, em Wimbledon. Com isso, vários jogos tiveram de ser cancelados. Das simples, apenas duas partidas do masculino terminaram e outras três do feminino. A australiana Jelena Doric continua sua surpreendente caminhada, ao superar Mary Pierce por 6/4 e 6/3, alcançando as quartas-de-final; Lindsay Davenport ganhou de Barbara Schet por 7/6 (7) e 6/1, e a campeã do ano passado, Jana Novotna ganhou da francesa Nathalia Dechy por 6/3 e 7/5.
A rodada de amanhã ganha jogos emocionantes. Na quadra central
Jim Courier e Tim Henman continuam uma partida equilibrada (o inglês vence por 2 sets a 1), ainda jogam Boris Becker diante de Patrick Rafter, num dos encontros mais esperados do torneio. Na quadra 1 estão previstos jogos como Venus Williams x Anna Kournikova e Greg Rusedski e Mark Philippoussis. Pete Sampras, não reclamou, e continua na quadra 2, onde enfrentará o canadense Daniel Nestor. No mesmo lugar, a brasileira Vanessa Menga, em dupla mista com Eyal Ran, espera a continuação de sua partida diante de John McEnroe e Steffi Graf.


