Barreiras sobre a ponte Rio-Niterói tentam conter óleo
Barreiras sobre a
ponte Rio-Niterói
tentam conter óleo
Agência EstadoCONTENÇÃOAs barreiras flutuantes sobre a ponte Rio-Niterói são uma tentativa de evitar que a mancha de óleo atinja praias da zona sul do RioA Petrobras colocou ontem mais 500 metros de barreiras flutuantes - para a contenção e absorção do óleo na Baía de Guanabara - perto dos pilares da Ponte Rio-Niterói, onde existe uma camada muito fina de óleo. O objetivo é impedir que a mancha atinja as praias de Botafogo e Flamengo, ambas na zona sul do Rio. De acordo com a Petrobras, foram retiradas 420 toneladas de óleo da baía.
Até amanhã, a empresa deverá pôr mais bóias ao longo dos 13 quilômetros da ponte, deixando aberto apenas o vão central para a circulação de navios e barcos na Baía, o que já foi acertado com a Marinha. As barreiras flutuantes também serão colocadas na Praia do Anil, em Mauá. As bóias estão chegando à empresa conforme são despachadas pela Receita Federal, no Aeroporto Internacional Galeão/Tom Jobim. Elas foram importadas da Inglaterra, Canadá e Estados Unidos.
O derramamento destruiu fauna e flora nessas regiões, além de deixar centenas de pescadores sem trabalho.
A empresa começou a comprar os 26 mil metros de bóias que se juntaram aos seis mil metros já disponíveis somente três dias depois do vazamento e ao constatar que o desastre ambiental requeria técnicas modernas, que a empresa não dispunha. A tecnologia importada consiste em isolar o óleo junto às praias atingidas, formando uma barreira que conterá o material, a ser sugado por dragas. A operação está sendo vistoriada por quatro técnicos ingleses, entre eles Karen Purnell, especialista em derramamento de óleo. As barreiras estão sendo colocadas por 46 embarcações. (Agência Estado)
ENTENDA O VAZAMENTO
Como ocorreu
Um duto que leva óleo da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) para a ilha dÁgua se rompeu
Quantidade derramada
1,298 milhão de litros
Prejuízo ambiental
A mancha de óleo atingiu praias e mangues da Baía de Guanabara situados nos municípios do Rio, Duque de Caxias, Magé, Guapimirim, Itaboraí e São Gonçalo
Onde estão concentrados os trabalhos
Magé (Praia de Mauá e rio Suruí)
Ilha de Paquetá
São Gonçalo (Praia da Luz)
Ponte Rio-Niterói (para evitar que o óleo chegue à zona sul)
COMO ESTÁ SENDO FEITA A LIMPEZA
Na Baía de Guanabara:
Barcos pequenos, orientados por um helicóptero que sobrevoa a baía, se deslocam para regiões onde há placas de óleo. Em seguida instalam barreiras de contenção - formadas por bóias de material plástico -, que impedem a propagação da mancha e retiram o óleo do mar usando um sistema de esteiras. O óleo é depositado em tanques com capacidade para até 15 mil litros. A seguir, os recolhedores bombeiam o óleo para a barcaça Sabrina (atrás da ilha de Paquetá). A barcaça, com capacidade para 500 mil litros, leva o óleo para o terminal da Petrobras na ilha dÁgua, onde ele é reprocessado.
Nas praias:
Empregados de empresas de limpeza contratadas pela Petrobras espalham palha de madeira pela areia da praia. A palha absorve o óleo e é recolhida em latões. O material é conduzido em caminhões para terminais da Petrobras.
Nos mangues:
O trabalho se restringe à instalação de barreiras de contenção - bóias - nas franjas (entradas) dos manguezais para impedir que o óleo chegue à vegetação dos mangues, cujo acesso é difícil.
ERROS COMETIDOS PELA PETROBRAS
Demorou mais de quatro horas para perceber o acidente (o vazamento começou por volta de 0h50 e só foi contido às 5h30)
Levou cerca de 12 horas para tornar público o vazamento
Não tinha um plano de emergência para colocar em ação em caso de acidente
Foi lenta na tomada de decisões para impedir a propagação da mancha de óleo
Não isolou imediatamente o local do derramamento, para evitar que a mancha de óleo se espalhasse
Não tinha equipamento suficiente para impedir que a propagação do óleo
Não tinha pessoal suficiente para atuar no combate aos efeitos do desastre ambiental
Não conseguiu impedir que a mancha de óleo chegasse aos manguezais





