Londrina - Marcelo Stipp, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), responsável pelo projeto de pesquisa "Avaliação dos desastres climáticos na Região Metropolitana de Londrina" - que estuda o comportamento dos enchentes e vendavais - explica que o município está localizado em uma região de forte poder de atração e influência de várias massas de ar. "Os vendavais são comuns na cidade, mas só ficamos sabendo quando atinge a zona urbana", aponta.
Apesar desses eventos serem mais frequentes em determinadas épocas do ano, ele comenta que, com a ocupação desordenada, a situação piorou por conta da retirada das barreiras naturais, que diminuem a velocidade dos ventos. "A recolocação dessas barreiras reduziria o impacto dos ventos, sobretudo nas regiões mais altas da cidade, as primeiras a serem atingidas. O vento que hoje chega na média de 110 quilômetros por hora, portanto, diminuiria para cerca de 80 quilômetros por hora."
A medida seria o plantio de três tipos de vegetação em três fileiras, formando corredores em pontos estratégicos da cidade, principalmente áreas de topo, para a quebra dos ventos arbóreos.
Além disso, o professor chama a atenção para a necessidade de fiscalização das obras de grande impacto. "Não são poucos os empreendimentos que ignoram a área obrigatória de permeabilização, importante para o escoamento de água e para não sobrecarregar as redes pluviais", complementa. (M.T.)

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