Barcos da Polícia Ambiental serão recolhidos
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quarta-feira, 07 de fevereiro de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Os barcos da Polícia Ambiental do Paraná que foram comprados em junho de 2006 para o Programa Pró-Atlântica serão recolhidos hoje e poderão ser devolvidos à fábrica. As seis embarcações, de motor Mercury Mariner e com 115 hp, estão sem condições de navegabilidade. Apesar de terem pouco mais de 50 horas de uso, estão com os rebites soltos, permitindo que a água entre pelo casco. O motor com garantia de dois anos precisa de revisão já que o Mercury não aceita mistura de álcool na gasolina (como é feito no Brasil). Apesar de um óleo de barco custar R$ 90, as revisões custam R$ 1,2 mil em média.
Outro problema é que o apito de temperatura instalado nas embarcações não estão funcionando. Os sensores foram uma exigência do edital de licitação do governo do Estado para a compra dos barcos -que serviriam para patrulhamentos aquáticos em rios e no Oceano Atlântico. Os barcos foram comprados por R$ 300 milhões. O casco das embarcações tem garantia de cinco anos.
Além dos novos barcos adquiridos pelo governo Roberto Requião (PMDB), a Polícia Ambiental conta com nove barcos com motor Jhonsson (seis deles têm 70 hp e outros três têm 50 hp). Destes, quatro estariam baixados por falta de recursos para manutenção. Há 15 dias, um patrulhamento aquático chegou a ser cancelado em Guaratuba. Uma fonte da Folha revelou que os recursos para manutenção dos barcos não estariam sendo liberados. Os motores Johnsson são considerados ideais para patrulhamento aquático e nunca deram problemas pelo uso do combustível misturado.
Ontem, Requião disse ter ciência dos problemas de manutenção dos barcos Johnsson. ''Este é um problema apenas de manutenção. Não existe falta de recursos para isto. Em breve, eles estarão em funcionamento'', afirmou.
Já o secretário de Estado de Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, soube do problema pela reportagem da Folha. Ontem ele mandou que todos os barcos Mercury fossem recolhidos para análise. Hoje, ele se reúne com o comandante da Polícia Florestal e com o coordenador do Programa Pró-Atlântica para definir o futuro das embarcações. É possível que elas sejam devolvidas para a fábrica porque estão dentro da garantia (tanto o casco, quanto o motor).


