Auckland, Nova Zelândia, 26 (AE) - A terceira regata das finais da Americas Cup disputada na madrugada de sábado, em Auckland, Nova Zelândia, ratificou a superioridade neozelandesa nas primeiras provas da série melhor-de-nove. Os atuais campeões
a bordo do veleiro NZL-60/Black Magic, venceram de ponta a ponta e cruzaram a linha de chegada com a vantagem de 1m39s, depois de 2h07m44s de disputa.
O comandante neozelandes Russel Coutts tinha o direito, pelo sorteio, de largar na melhor posicão e conseguiu defendê-la
impedindo qualquer reação dos italianos."Desde a Louis Vuitton
as largadas nunca foram o ponto alto da equipe Prada. Está faltando um pouco de experiência e mais agressividade", disse o tatico brasileiro Torben Grael.
No sistema de disputa "match-race" (barco contra barco
há pouca chance de ultrapassagem numa regata equilibrada, principalmente se o vento estiver fixo, sem variar de direção. "Por aqui os ventos costumam rondar bastante, mas isso não está acontecendo agora. Nessa condição fica muito mais difícil de inverter as posições depois da largada", comentou Torben. Para reverter a desvantagem em relação ao Black Magic, os italianos estão dispostos a partir para o tudo ou nada. "Agora não temos mais o que esperar. Precisamos arriscar e ser mais agressivos. Pode ser que o tiro saia pela culatra, mas não adianta ser conservador em um momento chave como esse", concluiu Torben Grael.
A equipe neozelandesa esta controlando o entusiasmo que poderia ter sido provocado pelas vitórias iniciais. "A nossa posição é muito boa, mas não significa que já ganhamos. Percorremos sessenta por cento do caminho, porém não sabemos o que está para acontecer", alertou o diretor do time neozelandês
Peter Blake, tripulante do Black Magic campeão da Americas Cup em 1995, em San Diego.
A terceira vitória dos neozelandeses sobre os italianos do Luna Rosa/Prada não deixou duvidas para os torcedores que se aglomeraram nas embarcações ao redor da raia montada no Golfo de Hauraki. Compartilhando o pensamento de Torben Grael, todos acreditam que o Black Magic, quando larga na frente, só perde a regata se quebrar. Os jornalistas neozelandeses, a bordo de uma das lanchas da imprensa durante a regata, destacavam que a tecnologia, a experiência e o treinamento, são os três fatores que colocaram os "kiwis" (apelido dos velejadores do pais), a frente dos italianos nos três primeiros duelos.
Seguros da superioridade dos atuais campeões, começaram a apostar antes da metade da prova, qual seria a diferença de tempo entre o Black Magic e o Luna Rosa, depois que os dois barcos cruzassem a linha de chegada.