Os exportadores de soja do Paraguai da região do Alto Paraná estão escoando a produção pela Hidrovia Paraná-Tietê. Os grãos, produzidos na região de San Alberto (Paraguai), são transportados de carreta por 100 quilômetros até o porto La Paz, em Hernandárias.
No porto, o carregamento da soja, que demora dois dias, é colocado em sete barcaças. Elas são puxadas por um navio até o porto de Presidente Epitácio, Estado de São Paulo.
De lá, os grãos seguem de trem ou caminhão até o porto de Santos. Cada carregamento transporta, em média, 250 toneladas de grãos, o que equivale a 100 carretas.
O tempo médio de viagem de cada navio, entre Hernandárias e Presidente Epitácio, percurso com aproximadamente 500 quilômetros, é de três dias. Em cada viagem são gastos 20 mil litros de óleo diesel.
Economia O custo total do transporte representa uma economia de dois a três dólares em cada saca de soja. Para o Capitão do navio da companhia Meca Navegación, Aldevino Teodoro Garcia, o transporte fluvial é bem mais barato, mas ainda não é bem aproveitado.
‘‘O porto La Paz este ano não está operando com capacidade total, estamos fazendo em média duas a três viagens por mês. O movimento maior está em Salto del Guairá. Lá, já chegamos a transportar desde o início do ano mais de cem mil toneladas de grãos’’, explica o capitão.

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