Barbosa Neto insiste na reabertura da Rua Piauí
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
Londrina - A novela em torno da intenção da Prefeitura de Londrina de abrir uma via para a circulação de automóveis no Bosque Marechal Cândido Rondon, localizado no Centro da cidade, está longe de acabar. O prefeito Barbosa Neto não cedeu à pressão e reafirmou, diante da promotora de Defesa do Meio Ambiente Solange Vicentin e de integrantes do Movimento Ocupa Londrina, a intenção de abrir a Rua Piauí para o tráfego, como parte do processo de revitalização do espaço.
A única proposta apresentada foi a possibilidade de fechar a rua para os carros nos finais de semana, mas a ideia desagradou a comunidade. ''Nós não queremos o espaço somente no sábado e domingo. A nossa luta é pela melhoria do Bosque como um todo'', protestou o jornalista Guto Rocha, integrante do movimento social.
Depois da reunião, que durou aproximadamente 40 minutos, a promotora afirmou que a obra segue embargada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) devido à derrubada de árvores sem autorização. Segundo ela, para dar sequência ao projeto a prefeitura precisa de licença ambiental. Mesmo assim, Solange negou que possa recorrer à Justiça para evitar a abertura da rua. ''Já existe uma ação (da ONG Meio Ambiente Equilibrado) e o que queremos é chegar a um acordo'', resumiu.
A promotora informou que a prefeitura aventou a possibilidade de manter uma rua aberta no Bosque para a circulação apenas de carros oficiais. ''Eu falei para eles da importância de se tratar o Bosque como fragmento único'', relatou a promotora.
O secretário de Governo, Marco Cito, descartou a necessidade do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) para as obras no local. ''A prefeitura não precisa apresentar este estudo para abertura de ruas. O único problema apontado no Bosque é a derrubada de árvores, questionada pelo IAP'', declarou. Uma nova reunião deve ser agendada pela prefeitura.
A ação movida pela ONG Meio Ambiente Equilibrado argumenta que o Bosque passa por processo de tombamento como patrimônio histórico, o que impede qualquer alteração em sua configuração. No processo também há uma lei que considera o espaço como complexo esportivo, que não permite que o espaço seja transformado em uma via de circulação de veículos.(Colaborou Vítor Ogawa)


