Londrina - O prefeito Barbosa Neto (PDT) demonstrou irritação com a falta de definição sobre o mapeamento do lixo em Londrina. O pedetista acusou a presidente da Cooperativa de Trabalho de Profissionais de Reciclagem de Londrina (Coocepeve), Sandra Araújo, de ''estar a serviço de adversários políticos''. ''Nós tivemos toda a paciência com essa moça, que inclusive foi vista na Câmara Municipal articulando com nossos adversários uma forma de tentar ampanar o brilho sobre as criações das cooperativas (de catadores)'', disparou o prefeito durante coletiva ontem à tarde na Vila Saúde.
Em dezembro, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) apresentou novo mapeamento do lixo reciclável em Londrina. Na mesma mesa sentaram-se representantes de quatro cooperativas: Coopersil, Cooprelon, Coocepeve e Cooperoeste. As duas primeiras já mantêm contrato com a prefeitura para fazer a reciclagem em cerca de 95 mil imóveis, cada.
Pela nova proposta, a Coopersil ficaria com a responsabilidade de coletar o lixo em mais de 93 mil domicílios. A Cooprelon teve reduzida sua cota, passou para 63 mil casas na área urbana, além dos distritos rurais. A Coocepeve, 42 mil. Já a Cooperoeste, por ser pequena, recebeu a recomendação de integrar-se com outra entidade.
A Coocepeve até hoje não apresentou resposta ao pedido. Em dezembro, a cooperativa ingressou com uma ação judicial na tentativa de suspender o contrato entre CMTU, Cooprelon e Coopersil, mas a liminar foi negada pela justiça. No início desta semana, Sandra Araújo denunciou a entrega de contrato irregular por parte da CMTU.
O imbróglio continua e do outro lado a sociedade fica desassistida. ''Temos um modelo de cooperativa que é seguido por outras cidades no Brasil. Se ela não quer aderir, paciência'', decretou Barbosa Neto. Sandra Araújo foi procurada pela reportagem, mas estava com o celular desligado.

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