Barbalho volta a defender afastamento de ACM
Brasília, 11 (AE) - O presidente nacional do PMDB e líder do partido no Senado, Jáder Barbalho (PA), voltou a defender há pouco a tese de que o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), deve se afastar do cargo, enquanto as acusações trocadas entre os dois forem apuradas pelo Ministério Público Federal (MPF) e Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. Barbalho disse, no entanto
que esta é uma decisão que deve ser tomada pelo presidente do Congresso, uma vez que ele é acusador e acusado ao mesmo tempo. O objetivo seria, segundo Barbalho, impedir o uso da máquina nesse processo, o que, no entender dele, estaria acontecendo. "Um diretor do Senado já andou visitando Belém neste fim de semana", disse Barbalho. O senador informou que vai encaminhar ainda hoje à Mesa Diretora do Senado os 15 volumes de documentos usados por ele no discurso no plenário, na semana passada, em que atacou ACM. A Mesa decidiu, em reunião realizada hoje, remeter toda a documentação encaminhada por Barbalho e Magalhães ao Ministério Público e ao Conselho de Ética. O vice-presidente do Senado, Geraldo Melo (PMDB-RN), informou que, juntamente com os documentos, serão também encaminhadas ao Ministério Público as notas taquigráficas com a íntegra dos discursos feitos pelos dois, na semana passada. O presidente do Conselho de Ética do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), disse há pouco que o órgão não poderá analisar todas as denúncias que lhe serão encaminhadas por ACM e Barbalho. "O conselho está limitado a analisar o comportamento parlamentar, e não há possibilidade estrutural de analisar cópias de jornais, coisas arquivadas, julgadas ou em tramitação na Justiça", afirmou Tebet.





