Brasília, 21 (AE) - O presidente nacional do PMDB e líder do partido no Senado, Jáder Barbalho (PA), no discurso que fez em plenário antes de falar o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), reconstituiu todos os episódios que marcaram, até agora, a disputa em torno da escolha do relator do projeto de lei do Plano Plurianual de Investimentos (PPA) enviado pelo Executivo ao Congresso. Barbalho usou de ironia na fala, mas evitou agressões a Magalhães, a quem chamou de democrata. Barbalho insistiu, porém, em afirmar que Magalhães não deveria ter convocado o Colégio de Líderes para tratar do assunto porque, no entender do presidente nacional do PMDB, essa era uma questão dos líderes e da Comissão de Orçamento e não da presidência do Congresso, que é ocupada por Magalhães, quando das reuniões conjuntas da Câmara e do Senado. ACM concluiu o pronunciamento anunciando que mandaria entregar, em seguida, a Barbalho e aos demais senadores uma cópia do parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, em que se baseou para concluir que o presidente nacional do PMDB e líder do partido no Senado não poderia ser o relator do PPA. Magalhães disse ainda que esperava que a indicação do relator do PPA seja resolvida dentro do espírito democrático que presidiu o debate entre ele e Barbalho, há pouco, no plenário.

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