Brasília, 04 (AE) - O presidente nacional e líder do PMDB no Senado, Jáder Barbalho (PA), recomendou há pouco ao ministro da Previdência Social, Waldeck Ornélas, que escolha o patrão. "Não se pode servir a dois senhores", afirmou, usando uma frase bíblica, para se referir ao fato de que o ministro da Previdência Social, sendo do PFL, da Bahia e do grupo político do presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), defendeu o valor de 151 reais para o salário mínimo definido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e não o de 177 reais que dizia querer o presidente do Senado. "O ministro está vivendo um dilema, um problema existencial muito grande; ele tem de definir-se", afirmou Barbalho, insinuando que Ornélas deve optar por seguir ou o presidente da República ou o do Senado. Na quinta-feira (06), o ministro da Previdência comparecerá ao Senado para prestar depoimento à comissão mista que analisa a medida provisória (MP) que reajustou o salário mínimo para 151 reais. Mas isso não significa que Barbalho vá lhe fazer pessoalmente, quinta-feira, a sugestão para escolher com qual patrão ficar. "Ainda vou ver na minha agenda", esquivou-se o presidente do PMDB.

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