Brasília, 08 (AE) - O líder do PMDB no Senado e presidente nacional do partido, Jáder Barbalho (PA), disse hoje que só vai se manifestar sobre o pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) para processar o senador Luiz Estevão (PMDB-DF) por crime eleitoral depois de ouvir a bancada e se inteirar oficialmente do teor do pedido. "Não gostaria de fazer nenhum juízo preliminar", afirmou. O líder antecipou que esse caso é diferente da licença que o PMDB e outros partidos decidiram antecipar a um eventual pedido de licença do STF para processar Estevão com base nas suspeitas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário. O cruzamento de cheques mostrou que o parlamentar teria cometido falsidade ideológica, danos ao erário e enriquecimento ilícito, ao receber cerca de US$ 35 milhões do grupo acusado de desviar R$169 milhões dos R$ 263 milhões desviados das obras do Fórum trabalhista de São Paulo.
Ao saber que Estevão se manifestou favorável ao consentimento do Senado para o STF o processar, Barbalho disse que não concordava com essa posição. Segundo ele, a imunidade parlamentar deve ser entendida como um benefício da instituição, não do parlamentar. "Isso é doutrina de quem escreve sobre a imunidade dentro e fora do País", alegou. O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse que amanhã (09) é que se manifestará sobre o pedido do tribunal.

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