Barbalho obtém de FHC promessa de proirizar Imposto Verrde
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sexta-feira, 05 de fevereiro de 1999
Por Cláudia Carneiro 
Brasília, 05 (AE) - O presidente nacional do PMDB, senador Jáder Barbalho (PA), anunciou hoje que obteve do presidente Fernando Henrique Cardoso o compromisso de dar prioridade à votação do imposto sobre combustíveis no Congresso. "O presidente garantiu-me que o imposto verde será antecipado à discussão da reforma tributária", afirmou Barbalho que, com o líder do partido na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), ensaiou uma pressão ao governo para garantir que a proposta do PMDB de sobretaxar os combustíveis ganhasse prioridade na pauta do Legislativo.
O PMDB alega que o imposto verde vai assegurar ao governo um adicional de R$ 5 bilhões sobre os R$ 18 bilhões arrecadados anualmente com os tributos que hoje incidem sobre os combustíveis. A cobrança de um novo imposto sobre combustíveis tem o objetivo de fazer caixa para que o Ministério dos Transportes, comandado pelo ministro peemedebista Eliseu Padilha
possa investir na recuperação de estradas, portos e hidrovias.
O encontro de Barbalho e Fernando Henrique, ontem (04) à noite, no Palácio da Alvorada, ajudou a acalmar o PMDB e evitar, por enquanto, que o partido obstrua a votação da Contribuição Provisória sobre Movimentanção Financeira (CPMF). Mas as divergências não vão parar por aí. Enquanto o presidente do PMDB insiste que o partido não aceita deixar o "imposto verde" para ser discutido no contexto da reforma tributária, o governo não dá garantias sólidas de que a discussão será como os peemedebistas querem. "Se é um imposto único sobre os combústiveis, o presidente apóia", afirmou hoje à noite o porta-voz do Palácio do Planalto, embaixador Sérgio Amaral. "Essa discussão poderá ser antecipada, mas a criação do imposto sobre combustível implica em revogar todos os tributos que estão aí", alertou o líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP). Ainda no Planalto, o porta-voz de Fernando Henrique afirmou: "Esse assunto terá de ser encaminhado e discutido pelos líderes; não sei se o presidnete irá interferir nisso." Segundo Barbalho, a expectativa do PMDB é de que a proposta de emenda constitucional (PEC) que cria o imposto sobre combustíveis seja votada o mais rápido possível no Congresso para o assunto estar esgotado em abril. Segundo Madeira, o imposto é de interesse do Executivo e está inserido no Orçamento-Geral, mas a discussão terá de estar afinada com a proposta de imposto seletivo incluída na reforma tributária.


