Brasília, 19 (AE) - O presidente nacional do PMDB e líder do partido no Senado, Jáder Barbalho (PA), disse hoje que, após ter lido o depoimento prestado pelo ex-presidente do Banco Central (BC) Francisco Lopes à comissão de sindicância da instituição e os demais documentos enviados pelo banco aos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), ficou convencido de que a decisão de socorrer os Bancos Marka e FonteCindam foi colegiada. A ata com a decisão, segundo Barbalho
tem a assinatura de toda a diretoria.
Segundo Barbalho, o fato de a decisão ter sido colegiada não diminui a responsabilidade do BC e, sim, a divide. Barbalho disse não ser favorável a que a CPI dos Bancos convoque para depor agora o ex-presidente do Banco Marka Salvatore Cacciola.
Ele afirmou que, antes, a CPI deveria ouvir outras pessoas, até mesmo do BC (como o ex-diretor de Assuntos Internacionais Demósthenes Madureira de Pinho Neto, a ex-chefe do Depin Maria do Socorro Costa Carvalho e o procurador Francisco Siqueira) e também as que foram citadas pela imprensa no fim de semana, bem como examinar documentos.
O presidente do PMDB adiantou que, até agora, não há fundamentos para a CPI do Sistema Financeiro convocar os ministros da Fazenda, Pedro Malan, e do Orçamento e Gestão, Pedro Parente. Segundo o senador, este não é o momento de se saber por que Chico Lopes foi demitido e, sim, de se esclarecer o que aconteceu durante a gestão à frente do BC. Segundo Barbalho, nada impede que, mais adiante, esse assunto seja esclarecido.
Padrinho da comissão, Barbalho considerou "estranho" o texto do bilhete que Cacciola teria enviado ao ex-presidente do BC. Segundo o senador, Chico Lopes disse, no depoimento à comissão de sindicância do BC, que não conhece Cacciola, mas, segundo Barbalho, o tom de intimidade do bilhete deixa entender o contrário.

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