Barbalho diz que CPI não quis constranger governo
Brasília, 07 (AE) - O presidente nacional do PMDB e líder do partido no Senado, Jáder Barbalho (PA), afirmou hoje que a decisão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Financeiro de chamar o ex-senador José Eduardo Andrade Vieira para ser o primeiro a depor na segunda fase de trabalhos não tem por objetivo criar constrangimentos ao governo. "A CPI não tem função de esclarecer dificuldades pessoais ou políticas", disse o senador, referindo-se à mágoa de Vieira com o governo por causa da atuação desse no processo que levou o ex-senador a perder o controle do Bamerindus. Barbalho observou que a indicação de Vieira para depor foi feita pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Sobre reportagem contando a versão de que o advogado Marcos Malan, irmão do ministro da Fazenda, Pedro Malan, teria procurado Vieira para auxilair nas negociações sobre o Bamerindus, Barbalho disse que é preciso, primeiro, ouvir o ex-senador para, só depois, se fazer algum juízo. Barbalho comentou que a própria revista que divulgou a reportagem publicou também a versão de acordo com a qual Marcos Malan é que teria sido procurado Vieira.





