Brasília, 07 (AE) - O presidente nacional do PMDB e líder do partido no Senado, Jáder Barbalho (PA), criticou há pouco a suposta interferência do ministro-chefe da Casa Militar, general Alberto Cardoso, na indicação do novo superintendente da Polícia Federal (PF). "Se for o caso, eu preferiria colocar o general Cardoso como ministro da Justiça, pois esta é uma atribuição do ministro da Justiça", afirmou Barbalho. Segundo ele, "seria a mesma coisa que o Ministério da Aeronáutica querer indicar o diretor da Fundação Nacional de Saúde (FNS)". Barbalho disse que a demora na efetivação do novo superintendente da PF "cria desconforto desnecessário e inconcebível". Ele afirmou desconhecer a demora na indicação, mas espera não ser por causa da ingerência de ministros que não têm competência sobre a área. O senador disse ainda que o PMDB não está indicando o nome do diretor-geral do DPF interino, Wantuir Jacini. Barbalho lembrou que o que ficou combinado com o ministro da Justiça, Renan Calheiros (que é do PMDB), foi apenas o critério da escolha, isto é, que o novo superintendente tivesse um perfil profissional. "O diretor da Polícia Federal não pode ter padrinho político nem estar vinculado a tendências internas ou a grupos externos", afirmou. Barbalho concluiu ser esta uma questão técnica que não será partidarizada e que cabe ao ministro da área fazer a escolha.

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