Brasília, 29 (AE) - O líder do PMDB no Senado e presidente nacional do partido, Jáder Barbalho (PA), criticou hoje da tribuna o auxílio-moradia defendido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar a greve dos juízes federais. O líder disse que o tribunal tem competência privativa, garantida pelo Artigo 96 da Constituição, para determinar o salário de juízes e que, portanto, "deveria ter a coragem de assumir que já existe um teto salarial de R$12.700,00".
Para Barbalho, a não-fixação do teto salarial tem garantido privilégios a funcionários dos três Poderes que ganham acima de R$12.700,00. Ele propôs um exame nos contracheques de todos os funcionários do Executivo, Legislativo e Judiciário.
"O Supremo precisa ter coragem para estabelecer as regras para os seus integrantes", defendeu. "Se não o faz, o que pode esperar a sociedade brasiliera do seu Poder Judiciário?" Na avaliação dele, o quadro passa a idéia de que há uma enorme dificuldade em resolver os problemas. "É tudo muito preocupante e antipedagógico quando parte da cúpula", afirmou. O senador José Eduardo Dutra (PT-SE) afirmou que o auxílio-moradia foi a pior saída possível. Também o senador Ramez Tebet (PMDB-MS) criticou a solução encontrada pelo STF, sobretudo pelo fato de ela ter sido adotada sob a pressão dos juízes.