Barak promete vingar morte de israelenses no sul do Líbano
Jerusalém, 31 (AE-AP) - O primeiro-ministro Ehud Barak prometeu vingança hoje (31) depois que três soldados israelenses morreram numa emboscada no sul do Líbano, apenas um dia depois que guerrilheiros islâmicos mataram um alto comandante da milícia Exército do Sul do Líbano, aliada de Israel.
"Os responsáveis... serão punidos,"afirmou o premier, um ex- comandante do Estado Maior, a legisladores horas depois do ataque, que deixou cinco outros soldados de elite israelenses feridos, segundo oficiais de segurança libaneses. "Vamos garantir que nossos inimigos sejam os que pagarão o preço".
Barak convocou uma reunião especial de seu gabinete de segurança para discutir os desdobramentos no Líbano, mas, como é de costume, Israel manteve em segredo os detalhes - e número de vítimas- do ataque por horas depois do ocorrido.
A escalada de violência na autoproclamada zona de segurança israelense no sul do Líbano, a pior em seis meses, é um mau sinal para o reinício das conversações de paz com a Síria, que é a mais influente potência estrangeira no Líbano.
Israel afirma que a Síria tem o poder de conter as guerrilhas do Hezbollah, que luta para expulsar as tropas israelenses do sul do Líbano, e tem dito que seria difícil negociar com o governo de Damasco em meio a contínuos ataques guerrilheiros.
Barak, segundo notícias, não chegou a acusar a Síria de envolvimento na última explosão de violência. Segundo a televisão israelense, ele disse à sua facção Um Israel que a Síria controla as rotas de suprimento do Hezbollah e permite que a guerrilha atue com liberdade no Líbano - algo que considerou ser perigoso e danoso tanto para os interesses do Líbano quanto da Síria.
O rápido aumento do número de vítimas no Líbano - quatro soldados israelenses já morreram este ano, comparados com os 11 em todo o ano passado - também coloca nova pressão sobre Barak em relação a sua promessa de campanha de trazer as tropas israelenses no Líbano de volta para casa até meados deste ano.
Falando a integrantes do partido, o primeiro-ministro repetiu a promessa, além de garantir que não irá abandonar os membros do Exército do Sul do Líbano.
"Estou determinado a retirar soldados israelenses do Líbano... até o fim de julho, e garantir o futuro do ESL e daqueles que nos ajudaram", disse Barak à sua facção partidária no Knesset, ou parlamento.
O ESL, que é armado, treinado e financiado por Israel, foi profundamente abalado pelo assassinato no domingo do coronel Akl Hashem, considerado o número dois na hierarquia da milícia, num atentado a bomba do lado de fora de sua casa no sul do Líbano. Milicianos do ESL já estão temerosos em relação a seu futuro uma vez que Israel abandone o território no sul do Líbano que tem ocupado desde 1985.
Em Beirute, o Hezbollah anunciou que o ataque contra a patrulha israelense foi realizado apesar de "todas as ameaças dos líderes de Israel" - uma referência às garantias de Barak no domingo de que o assassinato de Hashem seria vingado.
A emboscada de hoje contra a patrulha israelense - que o Hezbollah saudou como "um ousado ataque bem no interior da zona ocupada" - parece ter sido planejado para ter um grande impacto simbólico. Segundo fontes de segurança libanesas que pediram para não ser identificadas, o ataque ocorreu bem próximo da fortaleza da época das cruzadas Beaufort, controlada por Israel, um bastião que permite uma ampla visão do sul do Líbano e do norte israelense.
Israel anunciou que seus aviões de combate haviam atacado alvos "terroristas" na tarde de hoje no Líbano, mas não confirmou imediatamente notícias de oficiais de segurança libaneses de que os jatos bombardearam intensamente o extremo norte de sua zona de segurança.
Não houve notícias imediatas de vítimas desses ataques.





