Barak nomeia ministros e completa coalizão
Tel Aviv, 05 (AE-AP) - Completando as negociações de sua coalizão, o primeiro-ministro eleito de Israel, Ehud Barak, nomeou hoje (05) os ministros de seu gabinete e prometeu prosperidade e paz para o país, pondo fim ao que chamou de "100 anos de conflito no Oriente Médio". "Nós aceitamos a responsabilidade de conduzir a nação à segurança e à paz", disse Barak.
Sorridente, Barak foi ovacionado por membros de seu Partido Trabalhista, que se reuniram no comitê central de Tel Aviv para aprovar a escolha do novo gabinete feita pelo premier eleito.
Barak vem trabalhado na construção de uma coalizão e a nomeação de um novo gabinete desde que derrotou o atual primeiro-ministro linha dura Benjamim Netanyahu nas eleições de 17 de maio. Ele assumirá o poder amanhã, depois de submeter o seu gabinete ao parlamento.
A coalizão do trabalhista Barak inclui outros sete partidos - de direita, esquerda, laicos e ultrareligiosos - e conta com o apoio de 75 dos 120 deputados. Barak afirmou estar seguro de que seus ministros serão aprovados pelo Knesset.
A coalizão concordou em apoiar as políticas moderadas de Barak sobre as negociações de paz com palestinos e sírios. O premier eleito afirmou que as conversações de paz serão sua prioridade.
"Sei que temos milhares de problemas na agenda pública. (Mas) nada é mais importante em minha visão do que a missão suprema de fortalecer a segurança de Israel pondo um fim a 100 anos de conflito no Oriente Médio, afirmou".
Embora alguns analistas e oponentes dizem que a coalizão é muito diversa, o ministro designado por Barak para a pasta da Segurança Pública, Shlomo Ben-Ami, disse que o novo governo está realmente comprometido com a paz.
"Esta é uma coalizão de paz (...) uma coalizão comprometida em combater a política de confrontação e paralisia do governo Netanyahu", afirmou Ben-Ami à Associated Press.
Barak também prometeu melhorar a situação econômica e aliviar as aflições sociais do Estado judeu.
Todos os ministros apontados por Barak pertencem à coalizão Um Israel. Embora a lista traga poucas surpresas, ela frustrou alguma figuras importantes do Partido Trabalhista.
O predecessor de Barak como líder do partido, Shimon Peres, por exemplo, teve que se contentar com o Ministério da Cooperação Regional, considerados por analistas como secundário.
Barak se auto nomeou ministro da Defesa e nomeou como ministro do Exterior David Levy, marroquino de nascimento e de fora do Partido trabalhista. Levy era um moderado no governo de Netanyahu, onde ele também serviu como chanceler.
A escolha de Barak para o Ministério das Finanças - Avraham Shochat, que ocupou o mesmo posto de 1992 a 96 - causou queda no preço das ações durante dois dias sucessivos.
O governo de 18 ministros não incluirá nenhum árabe e só uma representante do sexo feminino, apesar da promessa pré-eleitoral de Barak de ampliar o papel das mulheres em seu gabinete. Em resposta, ativistas feministas de vários partidos reuniram-se na sede do Partido trabalhista para protestarem.





