Barak nega acordo secreto e defende Levy
Jerusalém, 24 (AE-AP) - O primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, negou hoje (24) informações de que Israel teria concordado com a retirada total das Colinas do Golan durante conversações secretas com a Síria.
Barak também defendeu seu ministro do Interior, David Levy, que avisou que qualquer ataque contra Israel originário no Líbano, onde a Síria desempenha grande influência, seria respondido prontamente. "Sangue por sangue, alma por alma, criança por criança", afirmou Levy.
De acordo com uma matéria publicada hoje (24) no jornal Maariv, Israel e Síria teriam mantido contatos através de mediadores norte-americanos. O diário afirma que "em mensagens secretas enviadas por meio dos mediadores, Israel concordou com a exigência síria de uma retirada total" das estratégias colinas capturadas em 1967 durante a Guerra do Oriente Médio. O gabinete de Barak negou a reportagem do Maariv, sem forneceu maiores detalhes.
Com relação às afirmações de Levy, feitas ontem (23) à noite no Parlamento, Barak afirmou: "Suas palavras expressam a grande responsabilidade que temos pela segurança de Israel (...). Barak chamou seu ministro de "parceiro muito importante e responsável".
Os vizinhos árabes de Israel, entretanto, denunciaram as afirmações do ministro. O primeiro-ministro libanês, Salim Hoss, disse que Levy revelou-se "sofrer de complexo de arrogância e racismo". "As crianças do Líbano, as quais Levy promete matar, permanecerão como a tocha da resistência que não pode ser apagada por ódio ou aterrorizada pela agressão. Sua inocência continuará sendo a luz que elimina a escuridão de espíritos doentes e expõe suas más intenções".
Os jornais sírios também atacaram Levy. "Seja lá qual for os loucos e cruéis motivos que possam estar por trás disso... isso não constitui um crime que vai além do Nazismo?", perguntou o jornal oficial sírio Syria Times.





