Amã, 06 (AE-AP) - Numa rápida visita hoje (06) à capital jordaniana, o primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, disse ao rei Abdullah que o governo de Israel está determinado a manter as negociações de paz com a Síria e com os palestinos apesar de todas as dificuldades.
"Nós estamos determinados a seguir em frente e encontrar o caminho da paz nos dois processos", disse Barak. "Não vamos impor nossa vontade - é preciso dois para se dançar."
Ao mesmo tempo, um alto negociador palestino informava que as conversações de paz haviam sido suspensas à espera de propostas americanas. "Estamos esperando pelos americanos e nada poderá acontecer até que eles voltem com respostas ", disse Yasser Abed Rabbo por telefone à Associated Press. O porta-voz dos EUA em Tel- Aviv, Larry Schwartz, confirmou os esforços americanos, mas disse que as duas partes deveriam continuar com as negociações diretas.
Funcionários israelenses negaram-se a confirmar se as conversações - frequentemente realizadas em locais secretos - teriam sido realmente canceladas. Israel rejeita a intervenção americana. Os últimos acontecimentos põem em dúvida o prazo final, marcado para dia 13, para que as partes cheguem a um acordo permanente.
A maratona de negociações chegou aos detalhes mais espinhosos, incluindo Jerusalém, refugiados e fronteiras. Mas o motivo que levou à sua suspensão está centrado no desacordo quanto à desocupação militar israelense de 6,1% dos territórios ocupados da Cisjordânia que o governo israelense prometeu para esta semana. As áreas que Israel quer desocupar compreende regiões desabitadas, enquanto os palestinos exigem a desocupação de subúrbios árabes amplamente povoados em Jerusalém, cidade que os dois lados clamam como sua capital.
Segundo a agência oficial da Jordânia Petra, o rei expressou ao primeiro-ministro israelense a necessidade de que os obstáculos que bloqueiam as negociações com os palestinos sejam removidos e que haja um acordo nos detalhes da desocupação da Cisjordânia pelos militares israelenses. O rei enviou seu chanceler ao Cairo para informar o resultado do encontro ao líder palestino, Yasser Arafat, que está no Egito.
Ainda hoje, um soldado israelense morreu e outros seis ficaram feridos com mais um ataque do grupo radical islâmico Hezbollah no sul do Líbano, enquanto Barak advertia em uma entrevista coletiva que o grupo pagaria um alto preço por seus ataques contra as tropas israelenses.