Washington, 15 (AE-AP) - O presidente americano, Bill Clinton
e o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, prometeram hoje (15) dar um novo impulso ao processo de paz árabe-israelense e retomar o relacionamento amigável que faltou nos três anos de governo do direitista Benjamin Netanyahu.
"Venho aqui como mensageiro do povo de Israel, que pediu mudança e renovação - e estou determinado a trazer mudança e renovação", afirmou Barak nos jardins da Casa Branca, antes de iniciar uma reunião de três horas com Clinton. "É nossa intenção injetar um novo momento no processo de paz e pô-lo de volta nos trilhos em todas as frentes", acrescentou. "Para isso, precisamos do apoio e liderança americanos durante todo o caminho." Mas Barak também indicou que não aceitará pressões, afirmando que os EUA podem contribuir com o processo "mais como um facilitador do que como policial, juiz e árbitro ao mesmo tempo".
Mesmo com esse comentário, Clinton mostrou-se satisfeito com a posição de Barak. "Israel volta a caminhar bravamente na trilha da paz, e a América vai caminhar junto", afirmou o presidente. Ele fez questão de lembrar que Barak é o militar mais condecorado da história de Israel e situou-o no mesmo patamar de Yitzhak Rabin - que selou naqueles mesmos jardins o histórico acordo de paz de 1993 com o presidente da Organização de Libertação da Palestina, Yasser Arafat, e foi assassinado em 1995 por um extremista judeu. "Sr. primeiro-ministro, se seu mentor, Rabin, estivesse aqui hoje, ele estaria muito gratificado vendo a liderança de sua querida nação em suas mãos mais que capazes."
Apesar do otimismo e das palavras e promessas amistosas, uma clara divergência entre Barak e o governo americano refere-se ao acordo de Wye Plantation, que prevê a libertação de palestinos e a desocupação militar de 13,1% da Cisjordânia em três etapas, em troca de garantias de segurança da Autoridade Palestina para os israelenses. Netanyahu cumpriu só a primeira etapa.

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