Londres, 21 (AE-AP) - Em visita a Londres, o novo primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, afirmou hoje (21) que é possível um rápido avanço no processo e saudou o que chamou de "sinais positivos" que têm sido emitidos pela Síria. "O tempo é essencial, não podemos sentar e esperar que o processo seja resolvido por mágica", disse ele após reunir-se com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair. Mas Barak ressaltou que o período de 15 meses que previu para chegar a um acordo amplo com os árabes não é um prazo rígido. "Não vou pedir uma medalha se demorar 9 meses, mas também não vou pular de uma torre se levar 24."
Também hoje, a Autoridade Palestina (AP) criticou a previsão de 15 meses, assinalando que espera concluir um acordo final com Israel - no qual será definido o status definitivo da Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental - até maio. Procurando tranquilizar o chefe da AP, Yasser Arafat, o presidente americano, Bill Clinton, telefonou-lhe garantindo que Barak age de boa-fé e não mudará unilateralmente nenhum acordo já acertado.
Em Amã, duas facções palestinas contrárias às negociações de paz manifestaram a disposição de iniciar conversações com Arafat. Um assessor de Arafat obteve de representantes da Frente Popular de Libertação da Palestina (de George Habash) e do chefe da Frente Palestina de Salvação Nacional, Khaled Fahoum, um acordo de princípio para uma reunião com o presidente da AP. O objetivo de Arafat é lançar um "diálogo nacional palestino" e fortalecer sua posição nas negociações com Israel.
Mas uma aliança de oito outros grupos radicais com base em Damasco (incluindo o Hamas) anunciou que continuará combatendo Israel. Há três dias, fontes dessa aliança disseram que a Síria pediu a suspensão da luta armada contra o Estado judeu. Ontem, autoridades sírias garantiram que não vão interferir nas "atividades políticas" da aliança.
Ainda hoje, representantes da AP e de Israel acertaram um acordo para manter aberta a Orient House, sede palestina em Jerusalém Oriental. O antecessor de Barak, Binyamin Netanyahu, queria fechá-la.

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