Brasília, 24 (AE) - O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista, quer que as atividades de aviação comercial, hoje concentradas no Departamento de Aviação Civil (DAC) sejam imediatamente transferidas para o Ministério da Defesa.
"É prioridade para a Aeronáutica voltar a se dedicar unicamente a sua atividade-fim", declarou o brigadeiro, ao salientar que essa operação pode ser feita sem a criação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), cujo anteprojeto se encontra no Palácio do Planalto para apreciação final e posterior encaminhamento ao Congresso.
O brigadeiro Baptista explicou que a idéia é de se criar um núcleo, que absorveria todo o DAC. Esse núcleo, que receberá os 2.000 homens que trabalham no DAC, fará a transição para a nova agência.
Para o brigadeiro, o importante é que, com essa redivisão de tarefas, os recursos referentes à proteção ao vôo, que continuarão sob a responsabilidade da Aeronáutica, não saiam do Força Aérea porque senão esses serviços seriam prejudicados.
Com a saída do brigadeiro Marco Antônio de Oliveira do DAC, a transição deverá ser comandada pelo seu substituto imediato, brigadeiro Venâncio Grossi. A transferência do DAC para a Defesa
que será feita pelo núcleo, deverá durar entre um e dois anos.
Ficará nas mãos do novo ministro da Defesa, Geraldo Quintão, a decisão de onde funcionará o núcleo, que será o embrião da nova agência, se no Rio de Janeiro, onde funciona hoje o DAC ou em Brasília, onde está o ministério.
A segunda etapa, depois da transferência da aviação civil para a Defesa, será o repasse da área de infra-estrutura, hoje concentrada na Infraero. O ex-ministro Élcio álvares estava trabalhando para transferir para a subordinação da Infraero para o seu gabinete, nos próximos dias.

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