Mônaco, 04 (AE) - O procurador Daniel Serdet, encarregado da investigação da morte de Edmond Safra, disse hoje
em entrevista coletiva, no Palácio da Justiça, em Mônaco, que durante o incêndio do apartamento o banqueiro ligou nove vezes para a polícia pelo celular.
Safra estava em um banheiro quando telefonou para os policiais, ao lado de sua enfermeira. Segundo Serdet, os bombeiros chegaram a tempo de salvá-lo e bateram na porta para que saísse. O banqueiro não chegou a abrir. "Não dá para entender porque Safra não saiu", disse o procurador aos jornalistas.
O procurador comentou que ainda não há nenhum sinal que comprove a entrada de dois homens no apartamento do banqueiro, como afirmou o enfermeiro em depoimento à polícia. As imagens feitas pelas câmaras externas do prédio onde morava Safra nada revelaram. As imagens internas, feitas dentro apartamento, ainda não foram analisadas pela polícia. "Não há nenhuma pista de como os homens entraram no apartamento", disse.
Além do enfermeiro, outro empregado ouvido pela polícia foi o chefe de segurança de Edmond Safra, Samuel Cohen, que estava fora da cidade quando ocorreu o crime. O banqueiro, disse Cohen, considerava o Princpado de Mônaco muito seguro, por isso costumava dispensar parte da segurança quando chegava ao lugar. A mulher de Safra, Lily, foi ouvida pelo procurador e pela polícia, mas nada acrescentou às investigações.

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