Banqueiro é condenado a 13 anos de prisão
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quarta-feira, 03 de outubro de 2007
Agência Estado 
São Paulo - O banqueiro Ângelo Calmon de Sá, presidente do extinto Banco Econômico, foi condenado a 13 anos e 4 meses, e o vice-presidente do banco, a 6 anos, ambos em regime fechado. Também foram condenados à pena de reclusão, mas em regime semi-aberto, o diretor da Área Internacional, Ildebrando Crisóstomo da Silva Filho (4 anos e 8 meses) e o gerente geral assistente do Departamento de Estrangeiros e superintendente da Superintendência de Recursos Externos (Surex), Fernando Antônio Azevedo Marques Prestes (4 anos e 4 meses). Os acusados podem recorrer em liberdade.
Segundo denúncia do Ministério Público Federal, os administradores do Besa captavam linhas de crédito junto às instituições financeiras estrangeiras com a finalidade de pré-financiar exportações brasileiras, oferecendo contratos de câmbio de exportação como garantia. Porém, além de usar o mesmo contrato para fundear duas ou mais operações, os recursos obtidos eram aplicados em proveito do próprio banco, servindo de liquidez para aliviar a situação caótica das empresas do grupo.
A denúncia também mostra que o Besa usou, por exemplo, um contrato de câmbio de exportação no valor de US$ 14 milhões para lastrear obtenção de linha pré-export no valor de US$ 24 milhões, quase o dobro do efetivo lastro. Essas práticas duraram de janeiro a agosto de 1995, quando ocorreu a intervenção pelo Banco Central.


