Banestado é assaltado no Rio
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terça-feira, 23 de setembro de 1997
Agência Estado Rio de Janeiro 
Notas de 50, 10 e 5 reais foram jogadas para o alto pelos criminosos, tiroteio, correria, gritos histéricos e perseguição policial cinematográfica marcaram ontem o assalto à agência do Banco do Estado do Paraná, na Rua da Assembléia, no Centro do Rio. Houve pânico, com pedestres se jogando no chão para fugir das balas do tiroteio entre policiais e assaltantes na Avenida Rio Branco, centro financeiro da cidade. A perseguição se estendeu ao Aterro do Flamengo e terminou em Copacabana, na zona sul. Dois dos quatro criminosos foram presos, entre eles um menor de 17 anos. Segundo a polícia, foram recuperados R$ 5 mil dos R$ 15 mil roubados.
As notas foram jogadas para o ar durante a fuga de um dos assaltantes, que tentou com isso atrapalhar a polícia e aumentar a confusão.
Segundo funcionários do banco, que não quiseram se identificar, a ação dos bandidos durou menos de dez minutos. Eles disseram que três criminosos armados invadiram a agência e surpreenderam os funcionários e clientes. Um quarto assaltante estava ao volante de uma Fiat prata, cuja placa não foi anotada, e dava cobertura ao grupo.
Os criminosos roubaram as duas armas - revólveres calibre 38 - dos seguranças e saquearam os caixas. Para assustar, os bandidos fizeram um disparo. Na saída, se atrapalharam e não conseguiram acionar o controle remoto da porta giratória da agência. Os funcionários começaram então a gritar pelos policiais que cuidavam do trânsito da Avenida Rio Branco.
A Polícia cercou a agência e trocou tiros com os bandidos. Um deles, para escapar, mesmo baleado na mão, entrou num ônibus da Linha 125 (Central-Ipanema) e acabou preso no bairro de Copacabana. Outro foi atingido de raspão na cabeça e foi capturado a poucos metros do banco. O bandido que estava no carro partiu em alta velocidade. O quarto assaltante fugiu ao se misturar com a população na rua. Os dois criminosos feridos estão internados no Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro, e passam bem. Seus nomes não foram divulgados pela polícia e nem a direção do hospital.


