Brasília, 21 (AE) - Nem o Ministério da Fazenda nem o Banco Central quiseram se manifestar hoje sobre a liminar conseguida pelo Banespa e mais cinco empresas do grupo contra a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A assessoria de imprensa do Banco Central informou que o assunto é de responsabilidade do Ministério da Fazenda. No ministério, a assessoria de imprensa alegou que o responsável pela área, o secretário do Tesouro Nacional, Eduardo Guimarães, encontrava-se no Rio de Janeiro em reunião fechada e não poderia ser interrompido.
O secretário-executivo da Fazenda, Amaury Bier, passou a tarde em reunião com a missão técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI). O chefe de gabinete da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, Carlos Eduardo Monteiro, mandou informar por sua assessoria que na quarta ou quinta-feira o procurador-geral, Almir Martins Bastos, dará entrevista para explicar o caso.
Entre os técnicos, a surpresa com a atitude do Banespa foi geral. O secretário-executivo do Comitê de Coordenação Gerencial das Instituições Financeiras (Comif), Cincinato Rodrigues Campos, disse que desconhecia a ação movida pelo Banespa e considerou estranho o seu objetivo. "Como banco, o Banespa faz intermediação financeira; quem deveria ter entrado contra a CPMF deveria ser algum correntista", afirmou.
Cincinato afirmou que, em tese, o acionista majoritário do Banespa, que hoje é a União, poderá adotar alguma medida punitiva contra seus administradores caso tenham descumprindo as determinações do governo. Cabe ao controlador, conforme suas explicações, dar orientações ou punir os administradores das instituições financeiras federais.

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