São Paulo, 21 (AE) - Dentro do processo de modelagem da privatização do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), hoje controlado pela União, poderá ser criado um espaço para o leilão de dívidas não recebidas que chegam a US$ 6 bilhões. O valor refere-se aos calotes aplicados no banco nos últimos 15 anos. A idéia de cobrar os US$ 6 bilhões através de leilões visa atrair grandes companhias de cobranças do País, que comprariam os papéis com algum deságio, mas posteriormente teriam o livre direito de resgatá-los, até mesmo com ágio. Por enquanto, isto não passa de um estudo discutido com o Banco Central, que controla o banco paulista.
Atualmente, o Banespa não dispõe de infra-estrutura para cobrança de todas as dívidas. Com o leilão, quem arrematar as dívidas obterá um deságio, o que significa que poderá ganhar na cobrança. "Poderá até ganhar ativos de quem deve", explicou um executivo do banco envolvido nesse estudo do leilão das dívidas de grande porte da instituição.
Tramitam hoje em São Paulo e fora do Estado mais de 25 mil ações do Banespa que buscam receber o pagamento por dívidas contraídas por clientes e não pagas, como a da Cooperativa Agricola de Cotia, Vasp, ou Paraquímica. O portfólio de dívidas do Banespa também tem quantias inferiores a R$ 30 mil para receber. Essas dívidas, consideradas pequenas, deverão ser tercerizadas, passando para empresas especializadas neste tipo de cobrança. Privatização - Dentro do Banespa há a idéia de que sua privatização venha a ocorrer no segundo semestre. Os processos de auditoria e modelagem completas (tanto do governo federal como do Estado, feita pelo Banco Fator) estão em fase final de execução, já havendo discussões com as duas partes com quem faz a modelagem da privatização.

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