Rio, 27 (AE) - O Banespa explicou hoje que a criação do plano de complementação de aposentadoria para os funcionários admitidos até 22 de março de 1975, junto ao Fundo de Seguridade Social (Banesprev), não provocará qualquer impacto econômico-financeiro no balanço de 1999. A informação contraria algumas previsões de analistas de mercado - que acreditavam que a operação geraria um crédito fiscal em torno de R$ 1 bilhão.
O banco atendeu à solicitação feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedindo dados complementares sobre os efeitos no resultado das medidas anunciadas em fato relevante publicado no dia 23. No informe divulgado antes do Natal, o Banespa informou que iria criar o plano de complementação de aposentadoria, sem explicar que efeito tal medida teria no balanço.
O ganho com imposto de renda iria compensar, na opinião de alguns analistas, as perdas que o banco teria com a provisão de R$ 1,813 bilhão, por conta da multa recebida pela Receita Federal. O banco explicou hoje que "a provisão implicará na redução do lucro do exercício de 1999, e, consequentemente, do patrimônio líquido, em valor equivalente". Em contrapartida, explicou, a única receita que o banco irá contabilizar é referente aos ativos fiscais diferidos de "diferenças temporárias", que somam R$ 583,463 milhões. Segundo o Banespa, "esse valor irá gerar uma receita, agregando-se ao lucro e ao patrimônio líquido".
Já sobre a autorização para a venda de ações das companhias cindidas da Cesp, o Banespa explicou que qualquer impacto econômico e patrimonial só será verificado quando forem efetivamente vendidas as ações, que já se encontram contabilizadas a preço de mercado.

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