Brasília, 21 (AE) - O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, hoje, o voto do Banco Central (BC) que muda a metodologia de cálculo para avaliar a capacidade econômico-financeira dos interessados na privatização do Banespa. Essa mudança de metodologia, segundo o diretor de Reestruturação da Dívida dos Estados do BC, Carlos Eduardo de Freitas, visa permitir a participação de pequenos grupos nacionais de capital fechado em condições iguais às outras instituições que venham a participar do leilão.
Pela metodologia, as empresas que não forem controladoras de instituições financeiras terão que demonstrar um patrimônio líquido de R$ 2,374 bilhões. Esse valor foi extraído, segundo o diretor, da capacidade mínima exigível aplicada ao Banespa multiplicada por 2,2 vezes e levando-se em conta também os valores das ações do Banespa adquiridas pela União do governo do Estado de São Paulo, que totalizam R$ 5,970 bilhões. No caso das empresas controladoras de instiutuições financeiras, além de um patrimônio líquido de R$ 2,374 bilhões terão que comprovar uma capacidade econômica e financeira equivalente a 2,2 vezes o capital que possuem nessas instituições que controlam.
Freitas disse ainda que o CMN aprovou a dispensa da declaração de propósitos do eventual comprador do Banespa. Segundo ele, essa dispensa vai fazer com que o novo controlador seja definido no próprio leilão, pois não precisará da declaração de propósitos na transferência do controle acinonário
como é normalmente exigido. O diretor do BB explicou que o CMN dispensou também a aferição da capacidade econômica-fiananceira das pessoas físicas controladoras de instituições financeiras. Outro voto aprovado pelo conselho, disse, autoriza o BC a contratar auditoria externa para acompanhar a lisura da privatização e iniciar todas a providências legais visando a privatização do Banespa.

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