Bandidos têm acesso fácil a explosivos
Londrina - A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), entidade que representa o setor, não informou o número de caixas eletrônicos desativados nos últimos anos em decorrência da onda de ataques com explosivos. Os principais bancos do País também não responderam os questionamentos sobre as estatísticas de retirada de terminais e sobre o desinteresse de comerciantes em manter o serviço.
A diretoria de comunicação da Febraban, porém, emitiu uma nota afirmando que "é necessário combater as causas desses crimes" e que "os criminosos estão cada vez mais audaciosos e os ataques se espalharam nos últimos três anos para outros setores".
A nota diz que "nestes assaltos com armamentos pesados e elevado poder de destruição, a ação de segurança permitida pela legislação aos estabelecimentos comerciais e bancos é insuficiente frente à violência empregada. Exige um conjunto de ações no âmbito da segurança pública, com as quais a Febraban e os bancos associados estão comprometidos a dar sua contribuição".
O texto prossegue afirmando que é preciso um conjunto de ações que impeçam "que os bandidos tenham acesso fácil a explosivos, como vem acontecendo há três anos". A federação de bancos também destaca a importância das ações de inteligência para desbaratar as quadrilhas, além de dificultar o "acesso dos bandidos ao produto do crime".
A diretoria de comunicação da federação frisa ainda que "a segurança dos seus funcionários e clientes é uma preocupação central dos bancos associados da Febraban. Tanto que os investimentos em segurança avançaram de forma significativa nos últimos anos: de 2002 (R$ 3 bilhões/ano) até 2011 (R$ 8,3 bilhões) aumentaram 62,4% em termos reais".(L.F.M.)





