Bandidos se passam por bombeiros ou policiais
Para conseguir informações sobre a família de quem atende a ligação, os bandidos se passam por militares ou bombeiros e dizem que o familiar está acidentado para levar a família da pessoa ao pânico. Depois, fazem outro telefonema inventando o seqüestro. A vítima deposita o dinheiro na conta que eles indicam e é feito o saque. Caso a pessoa não disponha de dinheiro, os bandidos vão negociando o valor até chegar a créditos de celular.
A delegada Vanessa Alice informa que nem todas as ligações são feitas de dentro de presídios. No entanto, são usados celulares clonados, furtados e de outros Estados. No Paraná, ainda ninguém foi preso por conta deste golpe.
Segundo ela, o número de golpes é maior nos finais de semana quando os adolescentes estão fora de casa. Tivemos o caso de uma moça que ficou empregada durante dez dias em uma casa só para colher informações (da família), contou.
A delegada esclarece que o crime é classificado como estelionato porque as pessoas usam de subterfúgios para conseguir vantagem indevida. Dependendo do número de pessoas envolvidas pode configurar formação de quadrilha.
De acordo com Vanessa Alice, o número de denúncias anônimas é muito maior que os registros em forma de Boletim de Ocorrência porque as pessoas temem que possam ocorrer represálias. Mesmo que a pessoa não caia no golpe, recomendamos que informe à polícia, disse.
A delegada informou que, antes do falso seqüestro, era muito comum o golpe da premiação. A pessoa recebia uma ligação dizendo que foi sorteada pela companhia telefônica junto com uma multinacional e que ganharia desde um carro zero até cozinhas. Mas, para receber o prêmio teria que fornecer senhas de dez cartões telefônicos. O outro golpe utilizado era o do Caminhão do Faustão. Para receber os prêmios a pessoa também teria que fornecer senhas de cartões telefônicos. (A.B.)





