Londrina – Bandidos atearam fogo em mais dois ônibus do transporte coletivo ontem na Região Metropolitana de Maringá. Este é o terceiro caso do ano na área e o sétimo no Estado. Os crimes ocorreram simultaneamente anteontem à noite nas cidades de Sarandi e Paiçandu. Até o fechamento desta edição ninguém havia sido preso e a polícia preferiu não comentar o assunto.
Um dos atentados ocorreu na zona rural de Paiçandu, onde um ônibus intermunicipal foi interceptado por marginais em uma estrada vicinal. Passageiros e motorista foram obrigados a deixar o veículo. Em seguida, os bandidos esparramaram combustível e atearam fogo. Ninguém ficou ferido.
O outro crime ocorreu na garagem da empresa que explora o transporte coletivo na cidade de Sarandi. Dois homens foram vistos fugindo do local, mas não foram capturados.
Os casos somam-se à rebelião ocorrida semana passada no minipresídio de Maringá, quando os detentos renderam um agente. O motim durou 13 horas.
Paiçandu concentra as unidades prisionais da Região Metropolitana de Maringá. A FOLHA tentou falar com os delegados Gustavo Alves, Reginaldo Caetano da Silva e Osnildo Lemes, respectivamente de Paiçandu, Sarandi e chefe da 9ª Subdivisão de Maringá. No entanto, eles se recusaram a falar sobre o assunto.
A Polícia Civil do Paraná negou que as ordens tenham sido repassadas por membros de facções criminosas instaladas dentro dos presídios. Apenas informou que os casos estão sendo "investigados" e as investigações, mantidas "em sigilo".
No Paraná já são sete ônibus incendiados desde o início do ano por marginais. Os casos ocorreram em Londrina, Arapongas, Paiçandu, Sarandi e Jacarezinho, onde um homem ficou gravemente ferido. Em Londrina uma quadrilha foi detida. Nas outras cidades os crimes continuam sem solução.

Plano de assassinato
Em Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba), quatro homens foram presos e um adolescente apreendido ontem pelo serviço reservado da Polícia Militar suspeitos de roubar um carro em Curitiba. Um dos envolvidos na quadrilha teria confessado para os policiais que usaria o carro para encontrar e matar o filho de um agente penitenciário. Três deles haviam deixado o sistema penitenciário mediante liberação por portaria.
Os policiais estavam em patrulhamento no limite entre as cidades de Curitiba e Campo Largo quando receberam a informação de que uma quadrilha havia roubado um carro no bairro Orleans, na capital.
Os policiais identificaram o veículo e uma moto que fazia escolta ao grupo. A polícia seguiu os suspeitos e chegou a uma residência onde foram encontradas, com os cinco suspeitos, algumas armas. No momento da abordagem, um dos acusados, segundo os policiais, disse que roubou o carro para matar o filho de um agente penitenciário.
Segundo a PM, não há informações suficientes que apontem que o suspeito teria a intenção de matar a pessoa por vingança contra o agente penitenciário ou por um acerto de contas entre os dois que não teria relação com o agente. Porém, nenhuma possibilidade está descartada.
Ainda de acordo com a Polícia Militar, três dos homens presos foram liberados ontem da Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, também na RMC, mediante uma portaria de soltura. Eles ficariam fora do local, onde cumpriam pena em regime semiaberto, até a segunda-feira. A PM não informou se o homem que teria a intenção de matar o filho do agente é um dos que deixou a colônia.
Os cinco permanecem na Delegacia de Campo Largo. A Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) deve ser contatada para resolver o caso dos três detentos que saíram da Colônia Penal Agrícola. O trio pode ser retirado do regime semiaberto e voltar a uma prisão fechada.

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