Bandidos fazem meninas reféns no Paraná
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domingo, 20 de fevereiro de 2000
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 21 (AE) - A menina Suziane Piovesan, de 10 anos, mantida como refém por quase seis horas por três assaltantes em sua casa, em Bocaiúva do Sul, a 35 quilômetros de Curitiba, foi liberada hoje por volta das 22h. Sua irmã, Viviane, de 13, e a empregada da família, Alzira, continuavam dominadas até as 23h45.
A polícia estava preocupada com o fato de os assaltantes estarem consumindo bebida alcoólica da casa de Sônia Santos e Luiz Hamilton Piovesan. Um deles demonstrava estar bastante embriagado.
A libertação de Suziane foi conseguida depois da chegada de dois advogados, que ajudaram nas negociações. Os policiais convenceram os assaltantes de que eles teriam mais mobilidade e seriam vistos com menos hostilidade pela opinião pública se libertassem a menina. A polícia também cortou a rede telefônica na região.
Caso as negociações não avançassem na madrugada, poderiam ser cortadas a água e a luz. Um dos assaltantes que estavam na casa foi identificado como Luciano Fernandes Cordeiro.
Desde que entraram na casa, os bandidos fizeram várias encenações: como a de que iam fugir com um Voyage vermelho, que estava na garagem e teve os vidros cobertos com jornais. Também fizeram ameaças: gritavam que iriam fugir e matar as reféns e, logo depois, apagavam as luzes e ficavam em silêncio.
Por volta das 22h30, novos gritos: "Este é o nosso Brasil"; "Este é o Brasil em que vivemos"; "Daqui eu saio em liberdade"; "Daqui só saio morto, só que não saio sozinho."
Os assaltantes - inicialmente quatro - foram surpreendidos quando roubavam o Banco do Estado do Paraná (Banestado). Na troca de tiros com a polícia, um deles foi morto e os outrtos refugiaram-se na residência.
Segundo policiais, a tentativa de assalto ocorreu por volta das 15h30, quando os quatro entraram na agência e dominaram um PM, que fazia a guarda. Sua arma teria sido tomada pelos assaltantes.
Outro policial, do lado de fora, percebeu a movimentação, entrou e atirou nos assaltantes. Um deles, João Luiz de Oliveira
de 35 anos, foi morto.


