Rio Bandidos armados de fuzis, pistolas e revólveres invadiram domingo à noite o depósito de veículos da Polícia Civil, no Caju, zona portuária do Rio, e dispararam dezenas de vezes contra o posto onde estavam os policiais de plantão, ferindo um deles. Rogério Carlos Antunes da Costa, atingido no braço e na perna, foi operado e não corre risco de vida. Testemunhas contaram que eram 40 homens, que seriam de favelas próximas, contra os dois policiais da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) que estavam no local.
Depois de disparar contra o posto, o bando ainda trocou tiros na Linha Vermelha com equipes que foram dar cobertura, roubou quatro automóveis e um ônibus. Os veículos foram localizados mais tarde na Baixada Fluminense. A polícia ainda não sabe o que motivou a ação. Há duas hipóteses: represália ao trabalho dos policiais contra o roubo de peças de automóveis do depósito e utilização do terreno como rota de fuga dos bandidos.
Os criminosos seriam da quadrilha que controla o tráfico de drogas nas favelas Parque Alegria e Vila Pinheiro, segundo o delegado da DRFA, Cláudio Góis. Ele disse ser possível que os bandidos quisessem se vingar dos policiais, que reagem a tiros às constantes tentativas de roubo ao depósito.
''A ordem é partir para o confronto porque não vamos deixar bandido entrar lá. Mas dessa vez a polícia estava em desvantagem'', afirmou Góis. Já houve casos de criminosos baleados no local, mas o delegado disse que essa foi a primeira ocorrência grave. O policiamento no local será reforçado com agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
Social O secretário de Segurança Pública do Rio, Roberto Aguiar, cobrou ontem o apoio do prefeito César Maia na ''ocupação social'' do complexo de favelas do Alemão, na zona norte do Rio. Também pediu que o assunto não seja tratado de forma política, após reunião com a comissão de jornalistas que acompanha as investigações sobre o assassinato do repórter Tim Lopes.
Aguiar anunciou para setembro a instalação da primeira unidade de policiamento comunitário na região onde o repórter foi torturado e morto.

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