São Paulo, 16 (AE) - O Yankee Group, uma das maiores consultorias do mundo no setor de telecomunicações, avalia que a criação da Banda C da telefonia celular no Brasil movimentará cerca de US$ 10 bilhões até 2005. A metade desses recursos virá da licitação de licenças a novas operadoras, embora os ágios devam ser inferiores aos da Banda B, em 1997. Se houver uma licença de âmbito nacional, ela pode chegar a valer US$ 3 bilhões. O restante será de investimentos em infra-estrutura.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve divulgar em até três semanas uma definição sobre qual faixa de frequência será destinado ao Personal Communication System (PCS)
a chamada Banda C. Para o Yankee Group, a faixa de 1.900 Megahertz apresenta mais vantagens atualmente, propiciando a comunicação com as Bandas A e B do celular e a expansão das áreas das operadoras já instaladas no Brasil.
Já a escolha da faixa de 1.800 Megahertz, defendida pelos detentores do padrão Global System for Mobile Communication (GSM), dominante na Europa, poderia atrair novas operadoras e até novos fabricantes para o Brasil. Se a Anatel optar pela faixa de 1.800 Mhz, estará também vendendo uma parte do espectro radioelétrico (faixa da atmosfera por onde são transmitidos os sinais de comunicação) que, de outra forma, renderá poucos recursos para o caixa do governo.
Para o analista do Yankee Group Jefferson Scalabrin, o modelo de licitação que incrementaria a competição na telefonia celular e daria mais retorno aos cofres públicos é a utilização da faixa de 1.900 Mhz combinada com a oferta de uma licença nacional e outras regionais onde houver demanda, e ainda liberar a participação das operadoras de Banda A e B na disputa pelas áreas em que não atuam.
Segundo relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Yankee Group, mais 20 milhões de brasileiros terão celulares nos próximos três anos, sendo que oito milhões na Banda C. O pico deve acontecer em 2001. Ao final do período de investimentos da Banda C, 26 em cada cem brasileiros terão celular. Hoje, a taxa de penetração do celular é de 8,6%.

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