Curitiba - Os bancos da Capital terão que instalar leitores de impressão digital junto à porta giratória. Esta é mais uma medida para tentar aumentar a segurança nas agências bancárias. O projeto de lei foi aprovado em segunda discussão ontem pela Câmara Municipal de Curitiba e agora segue para sanção do prefeito Luciano Ducci (PSB). A ideia é criar mais um mecanismo de defesa do cidadão, inibindo a ação de assaltantes e o chamado crime conhecido como ''saidinha de banco''.
A proposta deve complementar outras leis que também objetivam a segurança dos clientes, como as que obrigam a instalação de portas giratórias com detector de metal, divisórias separando os caixas do público e a que proíbe o uso de telefone celular no interior dos estabelecimentos bancários.
Agora, a Câmara tem dez dias corridos para mandar o projeto do vereador Mário Celso Cunha (PSB) para a sanção do prefeito e, depois disso, Ducci tem 15 dias úteis para sancioná-lo. A partir disso, as agências terão um prazo de 120 dias para a implantação do sistema. Após esse período, quem não cumprir a determinação estará sujeito à multa de R$ 800 e, em caso de reincidência, o dobro do valor.
A proposta foi uma sugestão do delegado do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) da Polícia Civil, Luiz Carlos de Oliveira e irá complementar outras leis que também visam a segurança dos clientes. Ele acompanhou a votação e explicou que o armazenamento das digitais dos clientes em um banco de dados facilitará a identificação e prisão dos criminosos, além de coibir novas ações. ''Após a implantação do leitor de impressão digital, quem estava com planos de entrar na agência para coletar informações sobre vítimas, certamente não se arriscará com medo de ser pego'', disse.
A Federação Nacional dos Bancos (Febraban) informou, através da assessoria de imprensa, que está estudando o projeto para ver as implicações antes de se posicionar sobre o assunto.

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