São Paulo, 22 (AE) - Os grandes bancos nacionais e estrangeiros instalados na Argentina manifestaram seu apoio ao programa financeiro do governo de Fernando de la Rúa para obter os recursos necessários para cobrir os compromissos da dívida e o déficit fiscal no próximo ano, segundo a imprensa argentina. A equipe econômica, que ontem apresentou seu programa para o ano 2000 a 300 banqueiros e economistas, explicou que o Estado terá de financiar US$ 17,5 bilhões, ou seja, US$ 2,2 bilhões a menos do que este ano.
De acordo com a edição online do Clarín, faltam US$ 12 bilhões para pagar os vencimentos da dívida, US$ 4,5 bilhões para financiar o déficit fiscal e US$ 1 bilhão adicional. Segundo o La Nación, os bancos afirmaram que poderão emprestar facilmente os US$ 5,7 bilhões que o governo pretende captar no mercado local. "Os bancos estão dispostos a ajudar", disseram o representante do Citibank, Carlos Fedrigotti, e o presidente do Banco de Galicia e da Associação de Bancos Argentina (ABA), Eduardo Escasany.
O programa do governo prevê a colocação de US$ 14,3 bilhões em títulos públicos nos mercados doméstico e internacional. Segundo o secretário argentino das Finanças, Daniel Marx, a essa cifra devem se somar os recursos que serão levantados com privatizações. Marx explicou que o Estado venderá suas ações do Banco Hipotecario no ano que vem, além de ações das antigas empresas públicas, num total de US$ 700 milhões.
Além disso, devem ser acrescidos US$ 1 bilhão em operações de troca da dívida e US$ 1,5 bilhão que o governo espera receber de organismos internacional (FMI, Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento).

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