Bancos estrangeiros manterão linhas para o Brasil, diz BC
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quinta-feira, 11 de março de 1999
Por Marisa Castellani 
São Paulo, 12 (AE) - O diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, anunciou hoje que o governo brasileiro obteve compromisso de bancos norteamericanos, alemães e ingleses no sentido de manter nos níveis atuais as linhas interbancárias e de comércio exterior com o Brasil.
Figueiredo salientou que as conversas com os bancos franceses ainda estão em andamento. Mas ele considerou o compromisso assumido por outros bancos estrangeiros como "uma notícia boa".
"Nossa previsão, necessariamente conservadora, era de que teríamos alguma perda tanto nas linhas interbancárias quanto nas comerciais. O compromisso dá uma folga considerável no balanço de pagamentos", disse Figueiredo.
O diretor do BC não quis falar em números, mas disse que a manutenção dessas linhas somam um "nível considerável" de recursos. "O resultado é bastante positivo, acima do que tínhamos previsto", afirmou ele.
Há poucos dias, o secretário da Câmara de Comércio Exterior (Camex), José Botafogo Gonçalves, fizera uma estimativa de que as linhas de trading finance ficariam abaixo de US$ 40 bilhões este ano. Figueiredo também não quis se pronunciar a esse respeito.
O compromisso de manutenção das linhas por parte dos bancos norteamericanos, ingleses e alemães é válido até o final de agosto. Figueiredo admitiu, no entanto, que as linhas estão mais caras do que antes e que o prazo médio encurtou, mas disse esperar que essa situação mude, sempre lembrando que essas linhas são voluntárias.
Rolagem - Sempre evitando citar números, o diretor do BC disse que a rolagem de linhas comerciais estrangeiras "foi muito boa na semana passada". "Para alguns bancos, a semana passada foi a melhor do ano", afirmou.
Questionado pelos jornalistas sobre sua expectativa financeira em relação a essas linhas, e também sobre o volume atual, o diretor do BC disse que não poderia citar números e aconselhou a imprensa a fazer uma pesquisa nos próprios bancos.


