São Paulo, 15 (AE) - Poucas instituições financeiras reduziram as taxas de juros cobradas do consumidor hoje em razão de o Comitê de Política Monetária ter cortado, em sua reunião de quarta-feira, o juro básico da economia de 39,5% ao ano para 34% ao ano. Além disso, os cortes que ocorreram foram tímidos. O Citibank cortou a taxa de leasing prefixado de 3,86% para 3,5% ao mês para prazo de pagamento até 36 meses. No HSBC, que muda suas taxas diariamente, o juro máximo do crédito pessoal de 6 50% recuou para 6,20%.
Mas bancos e financeiras prometem mexer em suas taxas a partir da semana que vem. O diretor de Produtos do Unibanco, Rogério Estevão, afirma que é praticamente certo que ocorram redução de juros na semana que vem.
Pesquisa feita pelo Procon-SP entre 8 e 9 de abril mostra que, em relação ao mês anterior, os juros já vinham caindo. A taxa média cobrada do cheque especial caiu de 11,22% em março para 11,06% ao mês.
Nessa modalidade de crédito, o juro mais salgado era cobrado pelo Banco Real, 13,40% ao mês. Essa mesma instituição cobrava a menor taxa no empréstimo pessoal, 5,20%. Segundo Marcos Silvestre, economista-chefe da Forex - Centro Brasileiro de Orientação em Finanças Pessoais, as taxas cobradas em todas as modalidades de crédito ao consumidor continuam escorchantes.
Por isso, a recomendação do especialista é que o consumidor, sempre que possível, evite recorrer a elas. Até porque a expectativa é que o governo imprima um ritmo cada vez mais acelerado à queda de juros. Ele considera que a partir de segunda-feira mais instituições financeiras deverão reduzir os juros e de forma mais acentuada.
Pelas estimativas de Silvestre, até o fim do ano o juro básico da economia deverá estar por volta de 20%. Com esse nível de juro ele acredita que a taxa do cartão de crédito e do cheque especial deverá ser de 7,4% , a do empréstimo pessoal, de 4,2% e a do crediário, de 3,7%.

mockup