Bancos de cordão umbilical entram na mira da Anvisa
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sexta-feira, 26 de março de 2010
Agência Graffo 
São Paulo - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende intensificar as ações de combate à propaganda de bancos particulares de sangue de cordão umbilical, por considerar que os anúncios podem fazer promessas que a ciência ainda não é capaz de cumprir.
Ainda segundo a Anvisa, nos últimos anos, cerca de 25 mil pais brasileiros pagaram para congelar sangue do cordão umbilical e da placenta de seus filhos por terem siddo convencidos pelos slogans dessas campanhas, como ''Uma decisão no presente. Um presente para o futuro'', ''Um ato de amor para toda a vida'' e ''O seguro biológico do bebê'', entre outros.
Para os pais, o ato gera uma esperança de que as células-tronco desse sangue venham a ser utilizadas para tratar doenças. Tudo isso, em um futuro muito próximo, de acordo com suas expectativas.
Entretanto, o uso do sangue do cordão umbilical dos bebês para combater doenças do sangue que podem surgir nas crianças ainda é raro e pouco estudado, segundo especialistas. E é examente por isso que a Anvisa sustenta que esse marketing dos bancos privados de sangue de cordão é enganoso e antiético.
Atualmente, cobra-se, em média, R$ 3,5 mil para o congelamento, incluída a primeira anuidade, e depois parcelas anuais de cerca de R$ 500. A Associação de Células Tronco (reúne três grandes bancos privados de São Paulo) diz que os tratamentos prometidos são possibilidades. Do outro lado, os bancos privados de sangue de cordão umbilical também admitem limitações no uso do material coletado.
De acordo com especialistas, esse sangue doado a bancos de cordão umbilical poderão tratar doenças, como leucemias, alguns tipos de tumores, doenças raras, anemias graves congênitas e linfomas, entre outras.


