São Paulo, 03 (AE) - O Banco Santos divulgou hoje uma nota afirmando que a dívida não paga da prefeitura de Novo Mundo (MS) com o banco não tem nenhuma relação com o assassinato da prefeita Dorcelina de Oliveira Folador (PT), ocorrido no sábado à noite. A Polícia Civil está investigando a possibilidade de existir uma correlação entre as duas coisas, conforme reportagem do jornal "Folha de S.Paulo". Segundo a reportagem, a prefeita teria sido procurada por uma pessoa que fez uma proposta de quitação desse débito em troca de dinheiro.
O Banco Santos esclareceu que a operação, no valor de R$ 400 mil, era referente à Antecipação de Receita Orçamentária (ARO) e foi realizada em 94. Como não foi paga, o banco inscreveu o município no cadastro de inadimplentes do Banco Central. Mas a nota ressalta que tudo isso ocorreu antes da posse da prefeita. O banco explica ainda que, no início da administração de Dorcelina, em 97, foi feita uma proposta de parcelamento desta dívida, mas não foi aceita.
"Em nenhum momento fomos procurados por qualquer autoridade do Estado de Mato Grosso do Sul ou do município de Mundo Novo para tratar desse ou de qualquer outro assunto", diz a nota, assinada pelo diretor superintendente do Banco Santos, Mario Martinelli. O Banco do Brasil foi autorizado a refinanciar as dívidas de prefeituras, no prazo de 30 anos. No caso do município de Novo Mundo, isso não é possível porque, em função deste problema em aberto, qualquer tentativa de acordo é inócua.

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