Moscou, 15 (AE-AP) - O presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, disse nesta quinta-feira (15) que a instituição vai retomar os empréstimos para a Rússia assim que o governo de Moscou assinar o novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o que deve ocorrer nas próximas semanas.
Um crédito de US$ 650 milhões já está acertado, mas o país poderá receber ainda outros financiamentos, no valor de US$ 1,2 bilhões, que já estão bem encaminhados, informou.
"O primeiro-ministro Yevgeny Primakov, está comprometido com a economia de mercado", elogiou Wolfensohn após um encontro com as autoridades russas, no qual revelou que a instituição pode desembolsar até US$ 2,3 bilhões para o país.
"Esperamos formar uma parceria duradoura com o povo russo." Para concretizar os acordos, uma equipe de negociadores russos viajará a Washington na próxima semana.
As palavras do executivo do Bird animaram a Bolsa de Moscou, onde o Índice RTS avançou 3,6%. Os eurobônus do país também subiram, forçando uma queda de 111 pontos-base na remuneração, para 45,04%.
Os indicadores econômicos da Rússia continuam dando sinais de recuperação. A produção industrial, por exemplo, cresceu 11% em março, em relação ao mês anterior, por causa do aumento da demanda por produtos baratos fabricados internamente, segundo o vice-primeiro-ministro Yuri Maslyukov.

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