Dili, 21 (AE-AP) - O presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, assinou o primeiro acordo de empréstimo com o Timor Leste nesta segunda-feira, no valor de 22 milhões de dólares, durante visita a Dili. Ele repudiou as alegações de que o auxílio anterior teria sido usado para criar no antigo território uma milícia anti-independência.
"A questão de como a Indonésia teria pago esses militares é importante, mas não é uma questão para o Banco Mundial", afirmou Wolfensohn. Ele foi apoiado pelo líder do Timor Leste, José Alexandre "Xanana" Gusmão, que disse ser impossível saber a origem do dinheiro que financiou a ação militar. Gusmão, que ficou preso durante sete anos em Jacarta por liderar a guerrilha camponesa contra a Indonésia, disse que o dinheiro pode ter vindo de uma reserva dos generais da Indonésia para causas militares.
O empréstimo do Banco Mundial ajudará na reconstrução da antiga província da Indonésia, que foi devastada por uma onda de violência, depois que a maioria da população votou pela independência no referendo supervisionado pela ONU, no ano passado.

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