Banco lucrou R$ 1,105 bilhão em 99
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2000
Por Daniela Milanese 
São Paulo, 31 (AE) - O presidente do Bradesco, Marcio Cypriano afirmou hoje que o resultado do Banco em 99 "ficou dentro dos índices históricos". O banco lucrou R$ 1,105 bilhão no ano passado, um aumento de 9% em relação a 98. A geração de caixa somou R$ 3,232 bilhões. Cypriano lembrou que alguns bancos estavam alavancados em dólar e ganharam com a desvalorização do real. Por isso, mostraram lucros astronômicos. "Foi um ano atípico", afirmou em entrevista coletiva.
O presidente afirmou que, apesar do forte clima de apreensão verificado no início do ano passado, o Bradesco teve capacidade para superar as dificuldades. "Abrimos 2 milhões de contas em 99." O banco decidiu manter elevado o nível de provisões, em R$ 1,908 bilhão. A provisão referente aos títulos do estado de Pernambuco, que foram assumidos pela União, foi mantida por conservadorismo, explicou Cypriano. Segundo ele, essa provisão "perdeu o carimbo de títulos de Pernambuco", mas o montante permaneceu na provisão total do banco.
Crédito - O presidente do Bradesco espera um aumento de 20% na concessão de crédito em 2000. Segundo ele, em 99 a concessão de crédito teve aumento de 10% devido à demanda reprimida. A previsão de aumento no crédito, disse o presidente, deve-se à expectativa de queda do desemprego e aumento de 3% a 4% no PIB.
BNDES - Na avaliação de Cypriano, o financiamento do BNDES aos bancos nacionais para a privatização do Banespa não é fundamental. "Todos tem liquidez suficiente para a aquisição", disse o vice-presidente Executivo do Bradesco Luiz Trabuco. Caso o Bradesco perca o leilão do Banespa, olhará mais de perto, para os bancos da região sul que podem ser privatizados, como o Besc e o Banrisul. Cypriano afirmou que o Bradesco ainda não está sentindo a concorrência dos bancos estrangeiros no mercado nacional. "Pelo contrário, hoje o Banco do Brasil é o nosso maior concorrente", disse.


