Banco Itaú estuda se entra com ação contra sem-teto
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segunda-feira, 09 de junho de 2003
Equipe da Folha<br> Candice Dequech 
Curitiba - O Banco Itaú, proprietário do prédio do antigo Banestado no centro de Curitiba, que desde o último sábado está ocupado por um grupo de 57 famílias de sem-teto, informou ontem, através de sua assessoria, que o processo de ocupação irregular ''está sob análise criteriosa e pertinente da direção do banco''. O Itaú não soube dizer se entrará com medida judicial pedindo a reintegração do imóvel e desocupação.
O coordenador do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Anselmo Schwertnero, disse ontem que a desocupação do prédio era o que mais peocupava o movimento. De acordo com ele, a invasão teve por objetivo denunciar a falta de uma política habitacional em Curitiba.
As 57 famílias que estão distribuídas pelos nove andares do edifício Saint Silaire, na Avenida Marechal Deodoro, ainda contam com energia elétrica e estão sobrevivendo de doações. Ontem à tarde, alguns sem-teto e colaboradores foram buscar água na Catedral Basílica para beber e preparar o jantar.
''A água que conseguimos é só para isso. Nem dá para pensar em usá-la para tomar banho'', disse Áurea Tavares, uma colaboradora da Associação de Moradores do Boqueirão. Os invasores, entre eles muitas crianças, estão dormindo em colchonetes.
De acordo com a presidente da Companhia de Habitação (Cohab) de Curitiba, Teresa Oliveira, o sistema habitacional de Curitiba é considerado modelo em todo o Brasil e já entregou mais de 100 mil moradias. O fundo municipal de habitação vai investir cerca de R$ 1 milhão em ocupações como Terra Santa, no Bairro Tatuquara; Audi União, no Bairro Cajuru; e em favelas da periferia.


