Banco de leite fará controle nutricional
Marcos Zanatta
De Maringá
O Banco de Leite Humano de Maringá, que está completando 2 anos de atividade, vai lançar uma campanha para montar um laboratório e avaliar a qualidade nutricional do leite recolhido. Com equipamentos simples, será possível medir a caloria de cada lote doado, o que é de extrema importância para que o leite seja destinado à criança certa. A nutricionista Maria Stela Singh Rona, chefe do setor de Nutrição do Hospital Universitário (HU), onde funciona o banco, explica que cada criança que necessita do leite tem uma característica própria.
Como o banco de Maringá não faz a classificação pelo valor calórico, o leite é repassado para as crianças conforme a demanda. A partir de uma avaliação poderemos destinar o leite com mais calorias para as crianças que mais precisam, como as que estão em UTIs, diz Maria Stela.
Outra necessidade do banco é ampliar as instalações. Ela lembra que quando surgiu a campanha para montar o banco, envolvendo o HU, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e o Rotary, foi cedido um ambulatório do hospital. O espaço atende a demanda mas, segundo ela, está ficando pequeno.
Segundo Maria Stela, depois de campanhas bem sucedidas, o banco de leite conseguiu estabilizar o número de doadoras. São entre 70 e 80 doadoras, que já chegaram a 100 após a última campanha no início do ano. Toda semana são recolhidos entre 60 e 70 litros, inclusive na região. O leite é pasteurizado e repassado para as duas UTIs pediátricas da cidade, do próprio HU e da Santa Casa, ou atende crianças com problemas de nutrição ou de alimentação.
Crianças sem problemas de peso ou de aceitação de outros alimentos não recebem o leite, deixa claro Maria Stela. Ela diz ainda que a propaganda de boca em boca é a principal responsável pela manutenção no número de doadoras. Mas as campanhas sensibilizam também profissionais da área de saúde da região, que encaminham mães para doação ou chegam a recolher o leite em postos de saúde. Os pediatras também fazem um trabalho de incentivo junto às mães, para que passem a doar quando produzem leite em excesso.
Normalmente, explica Maria Stela, as mulheres doam até o quarto mês e param quando voltam a trabalhar. O leite recolhido pelo banco de Maringá serve toda a região. Por isso, precisamos crescer e o mais importante, classificar o leite para atender cada caso. Ela acredita que a campanha do Ministério da Saúde, para montagem de novos bancos de leite, melhore as condições no Paraná. Hoje o Estado tem seis bancos, que atendem quase todas as regiões. Falta apenas a região central montar o seu banco.





