São Paulo, 07 (AE) - O Banco Central anunciou hoje a queda da taxa de juros de 32% ao ano para 29,5% ao ano, que passará a vigorar a partir de segunda-feira. O diretor de política monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, justificou a queda basicamente "pelo resultado consistente dos Índices de Preço ao Consumidor". A preocupação do governo, segundo Figueiredo, era que o comportamento da inflação fosse momentâneo, ou seja, que os números pudessem se reverter num determinado momento. Figueiredo não acredita em repiques inflacionários. Como os índices de preço ao consumidor estão sendo contidos pela recessão, uma eventual pressão de demanda poderia resultar em novas altas da inflação. Figueiredo descarta essa possibilidade, ele considera que a recuperação da economia é compatível com uma infação baixa, o que não se pode, disse, é ter explosão inflacionária.
Ainda com relação aos recentes índices de custo de vida, o diretor disse que a preocupação do govenro era em relação ao desempenho do ítem vestuário. Mas o resultado final mostrou que a queda em outros segmentos neutralizou o efeito da alta do ítem.
Além da inflação, o Banco Central levou em conta para a nova queda das taxas de juros o retorno das linhas de comércio exterior, especialmente nas duas últimas semanas. As renovações desse crédito tem sido superiores aos vencimentos e, segundo Figueiredo, o estoque das linhas já supera o nível de 28 de fevereiro. Nesse dia, segundo cálculos do mercado, as linhas de financiamento ao comércio exterior somavam cerca de US$ 28 bilhões, enquanto o volume estava antes da crise em US$ 40 bilhões. Um terceiro fator destacado por Figueiredo para a queda das taxas é a redução da volatilidade do índices em geral.

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